sábado, 30 de janeiro de 2010

Passado realmente é passado?

Sempre tem alguém pra nos dizer pra esquecer, alguém disposto a te "ajudar". Se é que esquecer vai ajudar em alguma coisa, em todo caso. A gente quer sempre colocar as coisas pra baixo do tapete, como a sujeira que não queremos que ninguém veja, mas ela continua ali, não importa o que façamos, não dá pra varrer as coisas como poeira, fazer desaparecer. Algumas vezes, muitas até, desejamos esquecer. Mas esquecer implica em tanta coisa, e as lembranças as vezes nos fazem companhia.

Quando penso naquele filme do Jim Carey, "Brilho eterno de uma mente sem lembranças" penso o que aconteceria se realmente houvesse um modo de arrancar de nós todas as lembranças de alguma coisa que nos machuca, nos faz sofrer. Pode parecer o caminho, a princípio, mas vai faltar parte da nossa história, parte se perde, nos tornaríamos seres incompletos. Tem gente que não tem escolha, tem doenças degenerativas que acabam por "roubar" as memórias. Mas a maioria tem escolha.

Não dá pra escolher do que lembrar, nem do que esquecer. Podemos fingir que não existiu, mas não dá pra ignorar totalmente o passado, ele faz parte do presente, mesmo que não se queira, mesmo que se lute contra isso.

O que não significa que devemos nos aprisionar no passado, remoer, viver em universo paralelo. O passado nos serve de experiência, a vida é feita de boas e más recordações.
Eu vi um documentário muito bacana chamado "Memória para uso diário" que narra uma das memórias que o brasileiro insiste em ignorar: A ditadura militar. Ainda tratamos como terroristas aqueles que se negaram a deixar que nosso país se tornasse o que muitos se tornaram. Não honramos a memória desses homens, mulheres, cidadãos brasileiros que deram sua vida pelo país. Não eram herói bondosos, tinham seus defeitos como qualquer ser humano, mas lutaram, e são relegados a nada mais que nomes de algumas ruas, praças e alguma referência de vez em quando. É realmente esse o destino de páginas tão importantes da história desse pais?

É realmente incrível que num governo que se diz de "esquerda" os arquivos do DOPS ainda não possam ser abertos e os culpados encontrados. Todo o horror, a dor permanecem vivos na memória de amigos e familiares daqueles que tiveram a vida encerrada como se fosse apenas um capítulo qualquer. Tem arquivos que só serão abertos em 2028, muito tempo não? Quase tanto tempo quanto a Secretária de São Paulo disse que levaria para resolver o problema das enchentes em São Paulo. Cômico se não fosse trágico.

 A tortura ainda existe, mesmo com o fim da ditadura e agora ela é cometida não mais contra militantes políticos e sim contra jovens, pobres que são brutalmente assassinados e tachados de traficantes, assim como os militantes eram tachados de terroristas. TEM GENTE MORRENDO, TEM FAMÍLIA INTEIRAS SENDO TORTURADAS NESSE MOMENTO!


A dor de não saber onde está um ente querido, nem poder chorar a sua morte, não ter a quem enterrar, não saber de nada. Ou ainda cidadãos trabalhadores que são enterrados como bandidos e os culpados são os heróis, que varrem as ruas do crime. Se realmente todas as pessoas que morrem em supostas "troca de tiros com a polícia" fossem bandidos não existiria mais crime, estaríamos a salvo da violência. Ocorre que acreditamos em histórias pra boi dormir e engolimos. porque nós, classe média, pedimos essa proteção, proteção de que e contra quem? Alguém lembra dos "assassinos armados uniformizados" trecho da letra de Veraneio Vascaína do Capital Inicial? Mais ou menos isso.

Ainda honramos com medalha aqueles que tiram vidas inocentes. Vivemos em uma velada guerra civil e só se deu conta disso quem perdeu alguém nessa guerra. O simulacro do espetáculo, a vida urbana, a guerra, as mortes, a dor, tudo virou um show na TV que depois que desligamos a mesma, passam a fazer parte da sujeira que varremos para baixo do tapete.

"Os fatos não deixam de existir simplesmente porque passamos a ignorá-los"
 Esse texto não é uma lição de moral, é uma reflexão. Afinal, quando foi que deixamos de lembrar do mais importante: o nosso semelhante?

sábado, 23 de janeiro de 2010

Game Over!


É só isso. Essas duas palavras que te sobressaltam e te provocam quando está jogando algum de teus games e por algum motivo perde, são as únicas que lhe reservo. Teu jogo pode até ser divertido, pra você, mas já estava ficando cansativo demais, você deve admitir para si mesmo.


Acabaram-se os sorrisos meus dedicados a você, agora quando me encontrar tudo que restará será um tímido "Oi", sem sorrisos, seco e cortante como uma navalha afiada.

Não se trata de castigo, quem sou eu pra castigar alguém?

Se trata de não perder mais tempo com esse jogo, não estou aqui pra você me manipular como faz com o controle, não sou uma animação computadorizada, e não tenho tantas vidas pra sair por aí morrendo e voltando na próxima fase.

Se você quer jogar, agora jogue sozinho, talvez seja disso que você tem medo. Aqueles que jogam sozinhos não tem como quem jogar, são criaturas solitárias que gastam horas em frente a uma máquina fria diante de um mundo que existe apenas dentro dessa mesma caixa, mas um mundo que você não pode tocar, sentir.

Já não vou mais ter aquele brilho nos olhos ao ler tuas palavras, agora me soam tão clichê que meu riso seria apenas um deboche. Já não vou mais me desmanchar diante dos seus olhos, me abandonar em teus abraços esperando que você me tome como já fez.

Não me contento com as promessas que teus olhos fazem e que tuas atitudes fazem ruir perante meus olhos. Não me bastam mais as palavras, não me basta mais o teu mínimo.

Escolha outro Player 2. Esse jogo me deixou entediada, devo confessar, além de um tanto quanto aborrecida. Sendo assim, me retiro e lhe deixo uma certeza: se quiser realmente algo de mim, faça por merecer, seja digno de gozar de meus sentimentos, delírios, suspiros, abraços e beijos. Se quer jogar, jogue contra a máquina, quem sabe não seja capaz de ganhar? Por hora, pra você é GAME OVER!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O homem que sorria com os olhos


Eu conheci um cara diferente de tudo aquilo que já havia visto, na verdade acho que o reconheci porque pareceu-me mais um reencontro que um primeiro encontro, logicamente contando com todas aquelas sensações de primeiro encontro.

Nervosismo, ansiedade, borboletas no estômago, taquicardia e etc foram a pedida da vez.

Eu presenciei a arte em sua forma mais pura, mais simples, tocando a todos por meio de risos incontidos, gargalhadas espalhafatosas, inclusive. Público e artista se encontrando, se reconhecendo um no outro, um entrega espetacular que em palavras seria difícil explicar.

No palco havia um menino-homem, sonhador, inconsequente que era capaz das maiores proezas em nome do espetáculo fascinante: entregar-se apaixonadamente á sua arte, aquilo que lhe alimenta o corpo e a alma.

A platéia extasiada aplaudia e isso recarreagava suas energias para ir mais fundo, mais além.

Ao final havia no palco um homem em toda sua grandeza, daquele que descobriu na arte uma maneira de dividir com o mundo a alegria que existe em seu coração, a alegria de viver.

Ele sabe como ninguém que é preciso e até saudável rir de si mesmo e o faz com maestria, brinca com as palavras, com os gestos, com o sons. Cria e recria faces, mas não se perde de si mesmo.

No palco é a alma que sorri e seus olhos de menino levado que acaba de cometer uma travessura também sorriem, brilham, um brilho intensamente vivo e contagiante.

As cortinas se fecham e ele continua rindo, pois sua maior alegria é fazer o mundo sorrir.

"Guerreiro da Paz , Mensageiro da Alegria.." é assim que você se define, para mim é algo a mais, é o homem que consegue sorrir com os olhos e mostrar ao mundo uma nova forma de enxergar a vida, com olhos de criança, meiguice juvenil e maturidade pra tentar deixar o mundo melhor do que o encontrou.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Sonho que se sonha só, é só um sonho...

Os sonhos são, desde os primórdios, desde que o homem consegue se comunicar, um dos grandes mistérios da humanidade. Seriam recados místicos? Formas de punição? Premonição do futuro? Sinal divino? Realização de desejos reprimidos sob outras formas socialmente aceitáveis, como propôs Freud?

Acho que os sonhos são uma forma de nos mantermos conectados ao mundo mesmo quando temos que descansar e recarregar as energias. São uma mistura de coisas que queríamos que acontecessem, coisas que tememos acontecer, coisas que já nos aconteceram ou que queríamos dar outro desfecho.

Na verdade, quando sonhamos podemos ser quem quisermos, como quisermos, fazer coisas que acordados não conseguimos fazer.

Tem sonhos que são tão reais que sentimos cheiros, toques, gostos, sonhos que ludibriam nossos próprios sentidos. E quando acordamos fica aquela sensação de que não foi um sonho, de querer dormir novamente.

Os sonhos são uma continuidade da nossa vida, uma outra realidade, uma outra forma de sentir, governada por outras regras que não conseguimos entender.

E acaba que ao despertar buscamos nos agarrar desesperadamente ao travesseiro, para sonhar, para sentir e talvez, quem sabe, amar.

Os sonhos ás vezes nos mostram coisas de nós que ignorávamos, ou fingíamos não enxergar.

Quando despertar de um sonho tão bom que você sinta que foi retirado do paraíso, não se aborreça ou queira quebrar o despertador, há sempre uma outra chance de sonhar, outras noites virão.

Pena que não é assim na realidade dos olhos abertos. Uma oportunidade perdida pode significar que algo sairá de nosso alcance e se tornará apenas acessível em sonhos.

Devemos sonhar não só de olhos fechados, mas de olhos abertos também, pois podemos concretizar nossos sonhos, sonhando com o coração, mas sem tirar os pés do chão.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Pequeno ensaio sobre o medo

Não é fácil para nenhum ser humano admitir sua fragilidade perante o mundo. Não é fácil admitir que temos medo, que ás vezes choramos á noite, escondidos, com travesseiros abafando os gemidos ou com a música em último volume, ocultando os gritos. A triste verdade é que temos medo da solidão, medo do mundo, medo da vida, medo do amanhã, medo de não haver amanhã.

Constantemente é esse medo que nos faz companhia, nos olha nos olhos, nos aterroriza. Aprendemos a prever se vai chover amanhã, mas não sabemos se amanhã vamos estar vivos para olhar a chuva da janela.

Nós simplesmente temos medo e não sabemos lidar com isso. Somos eternas crianças assustadas, e muitas vezes as crianças conseguem ter mais coragem que nós. Nos escondemos por trás de fantasias adornadas nos carnavais da vida e, mesmo com todo o chocolate que ganhamos na Páscoa, as coisas não são doces e nem simples.

Nos agarramos aos outros em busca de um abrigo, de proteção. Nosso maior medo é o de ficar sozinhos, pois é na solidão que ficamos mais fragilizados, e todos os outros medos emergem, nos abalamos com mais facilidade. Então buscamos no outro algo que queríamos que houvesse em nós, algo que o outro também não tem, ou não tem o suficiente.

Nos apoiamos na esperança de que alguém possa nos oferecer aquilo que não temos. Nos acovardamos a cada dia, quando nos tornamos anestesiados ao sofrimento alheio. Quando queremos nos mostrar superiores, inabaláveis, verdadeiras fortalezas.

Acontece que uma hora as fortalezas se desmancham, como sonhos de verão, e cabe a nós recolher nossos próprios pedaços, recolher-nos á nossa insignificância de meros mortais, meros seres que não controlam o tempo ou o espaço, que não sabem lidar com a própria vida, precisando que uma caixa na sala lhe mostre outras vidas com que lidar, mais clichês e mais fáceis, tendo um final feliz, afinal.

Acabamos nos aprisionando em nós mesmos, esquecendo quem somos realmente no fundo, em algum lugar de nós. Vestimos as máscaras e as armaduras e saímos para a escola, faculdade, trabalho com a certeza de que algo pode acontecer e que temos que ser fortes, aguentar o “tranco”.

Travestimos nossos medos, subestimamos os outros quando achamos que ninguém vai notar o verdadeiro “nós” escondido. Por mais fundo que ele esteja, não é preciso procurar muito, os olhos denunciam, na maioria das vezes.

Tem pessoas que sorriem, e podem realmente estar alegres naquele momento, mas seus olhos estão sempre tristonhos, parecem pedir ajuda, a parte oculta implorando por ajuda. Querendo proteção.

A verdade é que não queremos ser amados, não queremos ser desejados, ou idolatrados. No fundo, todos querem ser protegidos. Se sentir seguro é um tesouro. Ter alguém que te abrace e diga que tudo ficará bem, que você não está só nesse mundo, que haverá alguém pra segurar sua mão, pra te dar antibiótico quando você tiver febre, pra te amparar quando seus sentimentos forem feridos, destruídos, esmigalhados.

Pensei comigo mesma que ao invés de “eu te amo”, a frase mais bonita que queremos ouvir hoje em dia é “você está bem?”. Queremos que as pessoas ao nosso redor se preocupem conosco, nos apoiem, nos acolham. Amar, significa amparar, dar apoio.

Brigamos com o mundo, queremos que ele nos dê esse ser que vai nos amparar e nem todos conseguem amparar, receber o outro, dar suporte, não é um defeito, mas cada um tem suas limitações, suas fronteiras, seus bloqueios.

Um abraço acaba valendo mais que todos os beijos que já vimos em filmes, pois na verdade o que queremos sentir que somos parte de algo, parte de alguém, que nos encaixamos no mundo e que não somos braços estendidos ao sabor do vento, que esperam por outros braços que nunca virão.
Queremos que nossos pais, amigos, namorados, irmãos, supram nossa incompletude, nossa finitude, nossa humanidade.

Li uma frase uma vez que dizem ser de Luther King “Temos aprendido a nadar como peixes, a voar como pássaros. Mas não aprendemos a sagrada arte de viver como irmãos”, e penso que só nos uniremos quando percebermos toda a fragilidade que é comum ao homem, independentemente de religião, etnia, nacionalidade, time de futebol, cultura, gosto musical e alergias.

Aos olharmos nos olhos dos outros veremos refletidos todos os nossos medos, anseios, dúvidas. Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Acabamos esquecendo nossa humanidade em algum lugar de nós, mas é só procurar um pouquinho, sabemos onde ela está.

Quem você quer abraçar hoje?

-Eu queria abraçar o mundo. E você?

O pior castigo

Ela já não sabia se podia ser a si mesma. Tudo parecia confuso e estranho, não se reconhecia em seu próprio universo, como se já não mais pertencesse ao seu mundo. Em vão ela fitava o espelho, procurava respostas, mas nem sequer enxergava seu rosto.

O que eram aqueles olhos vermelhos e aquele rosto inchado? Seus traços estavam apagados, deviam ter ficado no seu travesseiro que agora era companheiro constante.

Ele se foi, levou com ele todos os sonhos, levou com ele todos os anos.

Ela abria a boca em vão tentando esboçar um sorriso, mas via apenas dentes amarelados e seu corpo por mais que se esforçasse não conseguia manter-se erguido por muito tempo.

Então, num momento de desespero, quebra o espelho e os estilhaços lhe causam pequenos cortes. Nem ao menos dói, ela já está anestesiada.

Fecha os olhos e, quando os abre novamente ela diz:

-Quem ele pensa que é pra me deixar assim?

Se levanta rapidamente, lava o rosto, faz um belo make e põe seu melhor vestido.

Ele pode até deixá-la em pedaços, mas não ela não lhe dará o prazer de vê-la por baixo.

Abre as janelas e dá a ele o pior dos castigos:

Mostra a ele tudo que ele perdeu com suas mentiras e ilusões. Ela sabe, vai doer muito mais do que doeu a ela a decepção.

O sorriso nos lábios não é de alegria, é de orgulho, pois em meio aos escombros ela encontrou algo que ele não lhe tirou:

O amor próprio!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Um post especial, iniciando com o pé direito...

Bem, eu acabo de conseguir perder a senha do blog da Uol, e perder inclusive a senha do e-mail que havia feito para o blog. Anyway, decidi migrar, hehe.

Hoje quero falar de umas pessoinhas que fazem tão bem e tanta diferença na minha vida.

São mães, mulheres, filhas, irmãs, primas, confidentes, guerreiras, amigas.

Com elas eu aprendo a cada dia. Aprendo a respeitar os limites e ainda sim transpor barreiras, do tempo, do espaço, barreiras que se tornam pequeninos obstáculos diante de tão grandiosos sentimentos.

Aprendo a ser mais sensível, mais crítica, a abrir os olhos, expandir meus horizontes e enxergar longe. Ver além das fotos, dos recadinhos, das conversas divertidas e muitas vezes sérias no messenger.

Aprendo a ser mais eu, me respeitar. Isso porque sou acolhida, respeitada em minha singularidade, em meus sonhos, em meus gestos.

Talvez não seja obra do destino achar um lugar virtual onde você encontra pessoas que compartilham das mesmas opiniões, divergem em outras, mas que em primeiro lugar se respeitam, se ajudam, se unem.

São paulistas, mineiras, gaúchas, goianas, cearences, baianas, alagoanas, de tantas partes desse meu Brasil. São profissionais dedicadas, estudantes ainda, talvez, mas são meninas e mulheres cheias de sonhos, de virtudes, defeitos e qualidades.

Elas ocupam um espaço aqui no meu coração, espaço conquistado dia-a-dia nesses poucos meses, em nossas prosas sem propósito ás vezes, mas que sempre podemos aproveitar algo, nem que seja pra rir.

Primores, meninas, Cortezas, vocês são pessoas importantes para mim, parte da minha felicidade, parte de algo bom que venho construindo, uma relação de confiança, respeito, honestidade. São mais do que podem imaginar.

Em poucos cliques eu pude conhecer gente tão diferente de mim, mas ao mesmo tempo com tanta coisa em comum.

Agradeço pelos papos, pelas opiniões sinceras, pelos sorrisos, pelas madrugadas a "gaiolar", mas acima de tudo pela AMIZADE e CUMPLICIDADE que estamos construindo.

Meu carinho por vocês é do tamanho da distância que nos separa e sei que ainda haveremos de compartilhar muitas coisas boas, muitos sonhos. Desejo poder ver os rostos de cada uma, os sorrisos, dar um abraço apertado, pessoalmente.

Transpor as relações virtuais, concretizá-las, não é isso que um certo moço com pele de golfinho nos ensinou?

Obrigada Las Cortezas,

Que em 2010 nossos sonhos sejam mais que apenas doces devaneios.

Um grande beijo no coração de cada uma!